segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Xadrez. Diversão e desafio na educação!


Inúmeros jogos e brincadeiras foram criados, desenvolvidos e aprimorados com o passar do tempo e vários deles acompanham e fazem parte da sociedade como forma de aprendizado ou diversão.
Dentre tantos jogos, o xadrez se destaca por ser considerado também um esporte voltado para o desenvolvimento e a melhoria de algumas funções cerebrais.
Na escola, o xadrez, desde que não tenha foco na competição propriamente dita, poderia vir a auxiliar os professores de uma forma prática e divertida nesse desenvolvimento, pois uma criança capaz de se concentrar e se atentar ao que lhe é ensinado, aprende de forma mais eficaz e melhor.
É necessário, então, que se trabalhe com o xadrez de forma pedagógica para que os resultados sejam satisfatórios.

Como pode ser feito esse trabalho em sala de aula? Quais são as mudanças alcançadas ao se introduzir a prática do xadrez na escola?

A primeira é a utilização do xadrez como uma distração, com intuito de diversão e lazer, o chamado Xadrez Lúdico. Ele é relevante, pois o homem vem de uma natureza que se constitui lúdica e neste caso é utilizada para fins de relaxamento ou descanso físico e mental. Para as crianças funciona como o simples ato de brincar e se divertir. Dessa forma, a criança na condição de aluno desenvolve algumas habilidades importantes que resultam numa melhoria tanto do raciocínio lógico quando do rendimento escolar.
O xadrez possui características que podem auxiliar no desenvolvimento de várias funções, como a concentração, o planejamento, imaginação, memória, julgamento, criatividade, atenção e análise de problemas a serem resolvidos.
Em suma, o xadrez pode enriquecer o indivíduo não apenas em nível cultural, mas também na melhoria quando o assunto é relacionado à tomada de decisões, agilidade no pensamento e o entendimento competitivo entre vitória e derrota que são características que podem ser levadas e aproveitadas para toda a vida.

Pais que não são bons exemplos


Qual é o fator determinante para uma educação bem sucedida?
Crianças e adolescentes, de forma geral, têm oportunidades de ingressarem em escolas para aprenderem conceitos, desenvolverem e ampliarem o senso lógico e o raciocínio ,assim como habilidades distintas, de acordo com suas capacidades cognitivas. Mas a responsabilidade por tal formação não cabe única e exclusivamente aos professores e à escola. Como diz o velho ditado, “a educação vem de berço”, logo, o que é extraído do modelo familiar é o que servirá de base e referência para a vida dessas crianças.
A forma, como os valores são passados aos filhos, irá ser um fator importante para a formação de caráter daquele pequeno indivíduo e, de acordo com o que aprenderam no ambiente familiar, desde cedo eles passarão a considerar em que ou em quem se basear,quando precisarem fazer escolhas ou tomar certos tipos de atitudes em suas vidas.

Mas como determinar bons e maus exemplos? O que é considerado um estilo de vida exemplar? Até onde é possível opinar sobre algo que consideramos errado enquanto o outro pode considerar correto?

Talvez o artigo possa trazer mais perguntas do que respostas já que fazer críticas acerca do modo de vida alheio é algo bastante delicado. Há pais que dão maus exemplos de forma inconsciente, talvez por terem aprendido conceitos no passado que os levaram a acreditar que tais atitudes são corretas, enquanto outros não, então como podemos julgar?

Não podemos nos limitar apenas em considerar que maus exemplos são aqueles que envolvem violência, abuso e maus tratos. Há exemplos baseados em valores que dão à criança uma visão de mundo que a fará um cidadão honesto e justo, mas no decorrer da vida, tais valores podem ser modificados pois o caráter também está sujeito a mudanças que dependem das experiências que essa criança terá.

Filhos de pais relapsos, criminosos ou delinquentes, apesar de poderem ter uma maior aproximação com o que a sociedade considera incorreto, não necessariamente seguirão o mesmo caminho de seus pais, da mesma forma que filhos de pais responsáveis e exemplares não têm garantia de que serão cidadãos modelo no futuro. As possibilidades de seguir o que foi absorvido e o que serviu de exemplo para a formação da criança apenas serão maiores, pois para as crianças seus pais funcionam como seus espelhos.

Cabe aos pais transmitirem aos filhos aquilo que eles consideram coisas boas, que os formarão como pessoas capazes de conviverem em harmonia na sociedade.

O câncer Infantil


Quando o portador de câncer é uma criança, não há como não falar da família, pois os danos causados pela doença também afetam seus familiares de uma forma muito intensa e estes têm papel fundamental no tratamento e recuperação do paciente.

A descoberta do câncer traz o medo da dor, do sofrimento, da mutilação e a insegurança em relação ao futuro devido ao risco de morte. A criança e seus familiares têm todos estes medos compartilhados e suas vidas e rotinas transformadas com a descoberta da doença. Cada criança e cada família irão reagir de formas diferentes, tudo dependerá, entre outros fatores, não só do estágio em que a doença se encontra como da personalidade de cada um dos sujeitos envolvidos, mas em todos os casos, recursos internos sempre serão utilizados para o melhor enfrentamento de uma situação tão difícil que é ter um câncer ou ter um filho com este diagnóstico.

Além disso, é de suma importância que todos os profissionais de saúde conheçam todos os aspectos que envolvem esta enfermidade (além dos aspectos biológicos) para que a relação com o paciente e sua família seja mais completa e principalmente humana, já que além de um diagnóstico, um tratamento e um prognóstico, também há uma história de vida e uma variedade de sentimentos envolvidos no mesmo contexto.

O que é câncer infantil?
O câncer é uma doença genética caracterizada pela divisão e proliferação desordenada de células que sofreram mutação em seu material genético. Ele ocorre em qualquer parte do organismo e é o acúmulo das células dá origem aos tumores. Os tumores são caracterizados pelo agrupamento de células anormais, que uma vez formadas serão destruídas pelo organismo, permanecerão como tumores benignos ou se transformarão em tumores malignos. Tudo dependerá do sistema imunológico do indivíduo, que será influenciado por diversos fatores de risco.
O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de gânglios simpáticos), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).
Diferentemente do câncer de adulto, o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação, enquanto que o do adulto afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (câncer de mama, câncer de pulmão).
No adulto, em muitas situações, o surgimento do câncer está associado claramente aos fatores ambientais como, por exemplo, fumo e câncer de pulmão. Nas malignidades da infância não se observa claramente essa associação. O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce.

Sintomas e diagnóstico
É difícil reconhecer imediatamente o câncer em crianças, uma vez que os sintomas podem sobrepor-se às doenças e ferimentos comuns da infância. As crianças muitas vezes ficam doentes ou têm hematomas que podem mascarar os sinais precoces do câncer. Os pais devem levar seus filhos a consultas clínicas regulares e estarem atentos a qualquer sinal ou sintoma incomum que persista. Estes sintomas mais comuns incluem:

Nódulo ou inchaço incomum.
Palidez inexplicada e perda de energia.
Repetidas contusões.
Dor progressiva.
Andar mancando.
Febre inexplicada ou doença que não passa.
Dores de cabeça frequentes, muitas vezes com vômitos.
Alterações súbitas de visão.
Perda de peso súbita e inexplicada.
A maioria destes sintomas é muito mais propensa de serem causados por outras razões, como uma lesão ou infecção. Ainda assim, se o seu filho tem algum destes sintomas, consulte seu médico para que a causa possa ser detectada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Algumas crianças podem ter uma chance maior de desenvolver um tipo específico de câncer em função de alterações em certos genes herdados de um dos pais. Essas crianças devem ter acompanhamento médico regular, incluindo a realização de exames especiais para detectar sinais precoces da doença.


A criança com câncer
A doença é um evento inesperado e indesejável e o câncer, dependendo do tipo e da precocidade do diagnóstico, pode causar sequelas físicas e psíquicas que serão marcantes para a criança. Além disso, ela tem sua rotina completamente alterada e todos os hábitos comuns próprios da infância tornam-se algo distante para ela devido às limitações que a doença e o tratamento impõem.
A reação da criança em relação ao diagnóstico dependerá da reação de seus pais.
Quando uma criança é diagnosticada com câncer, são os pais os primeiros a necessitarem de ajuda, pois visto que a criança desconhece a doença, são eles quem vão transmitir ao filho todos os sentimentos provocados pela descoberta do diagnóstico, e quando a família está bem orientada, os efeitos da doença são menos prejudiciais, pois os pais saberão manejar a situação da melhor maneira possível, para que ela não seja tão sofrida para a criança. Para o autor, a criança somente se depara realmente com a doença, no momento em que ela começa a sofrer os efeitos do tratamento, pois ela passa a ter sua vida limitada, não podendo realizar as atividades que costumava anteriormente.

Ainda que a criança não tenha sido informada do diagnóstico ela também reagirá, não ao diagnóstico, mas a uma situação, um clima que se instalará no ambiente familiar, já que os pais sabem da existência da doença e seu comportamento falará de alguma forma que algo está errado. Sendo assim, não revelar o que está acontecendo à criança, não impede que esta sofra e pode até ser pior, pois ao saber que algo não vai bem e ao mesmo tempo não saber o que se passa, faz com que a criança imagine e fantasie inúmeras situações, que podem até mesmo ser piores que a situação real.
Após o impacto do diagnóstico, a criança deve lidar com a incerteza em relação ao futuro. A sensação de perda de controle também é outra questão com a qual a criança terá que lidar tendo em vista que ela passará a depender dos outros para muitas tarefas que antes realizava sozinha, perderá sua privacidade, terá que se submeter a normas e tratamentos impostos pela equipe cuidadora, terá suas atividades limitadas e a superproteção de seus pais

Quais os principais tratamentos?
No tratamento pode ser usado a quimioterapia (o câncer infantil é mais sensível à quimioterapia), radioterapia, cirurgia e o transplante de medula óssea (usado em alguns casos de leucemia, linfomas e tumores sólidos). A criança reage melhor ao tratamento e apresenta menos efeitos colaterais.
O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas. Atualmente, 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá vida praticamente normal.
O tratamento do câncer infantil é uma abordagem muito especializada, assim como o cuidado e o acompanhamento pós-tratamento. Qualquer problema precocemente identificado pode ser tratado de forma eficaz.
Os pacientes que tiveram câncer infantil têm um grau aumentado de risco para vários possíveis efeitos tardios do tratamento. Este risco depende de uma série de fatores, como tipo de tumor, tratamentos recebidos, dose terapêutica recebida, bem como a idade na época do tratamento. Os efeitos tardios do tratamento podem incluir:

      Problemas cardíacos ou pulmonares.
      Problemas no desenvolvimento dos ossos.
      Alterações no desenvolvimento sexual e fertilidade.
      Problemas de aprendizagem.
      Desenvolvimento de um segundo câncer mais tarde.
      É muito importante discutir as possíveis complicações a longo prazo do seu filho com a equipe médica, para se certificar de como identificar os possíveis problemas e, se necessário como tratá-los.

O pós-tratamento
Viver uma vida normal durante o tratamento e depois da alta, implica na reinserção do paciente em seu meio social e no seu retorno ao ambiente escolar. Infelizmente, a volta à escola apresenta uma série de desconfortos para o paciente.
Esse retorno é estressante para as crianças com câncer por envolver aspectos emocionais e questões relativas à aceitação social. Antes do trabalho informativo a falta de esclarecimento sobre o câncer propiciou o estabelecimento do mistério em torno da aparência física das crianças doentes na escola, configurando um clima hostil e agressivo para elas. Essas dificuldades vão desde o preconceito quanto á doença em si e medo irracional de contágio por parte dos colegas, até a maneira com que o professor pode tratar um paciente ou ex-paciente de câncer infantil dentro e fora da sala de aula.
As faixas etárias pediátricas mais precoces (até 4 anos) são as mais propensas ao desenvolvimento de câncer, com exceção de linfomas, carcinomas e tumores ósseos, que predominam em crianças entre 10 e 14 anos. As estatísticas da AACC de 2001 a 2007 mostram que 40% dos pacientes atendidos está na faixa de 06 a 15 anos e, portanto, em idade escolar.

Cuidados a serem tomados
Cuide do emocional da criança e de toda família.
O tratamento também precisa do acompanhamento de psicólogos.
Jamais trate as crianças como se fossem dependentes ou inferiores pois elas precisam de carinho, cuidados e incentivo.
Procure grupos de apoio e conversar com pessoas que estejam na mesma situação. Isso faz bem para familiares e pacientes.
É muito bom para a criança ter amigos e conviver com pessoas da idade dela.
Siga corretamente a receita e as orientações médicas. Não interrompa nenhuma medicação sem falar antes com o médico.
Tire todas as suas dúvidas com a equipe médica.
Lembre-se que o tratamento continua em casa.
Crianças que fazem quimioterapia não devem receber vacinassem a orientação médica, nem as das campanhas nacionais.




Fonte de pesquisa: Pepsic, AACC, Instituto do Câncer Infantil de RS e Oncoguia

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Esporte na infância afasta o cigarro na idade adulta


Numa realidade em que o divertimento muitas vezes depende da tecnologia e de aparatos eletrônicos, é cada vez mais raro ver crianças saírem para praticar exercícios ou brincarem ao ar livre. Sendo assim, o sedentarismo acaba se tornando um fator de risco para o desenvolvimento de vários problemas de saúde e alguns até sociais.
A fim de diminuir o risco de que as crianças sejam acometidas por esses problemas, é necessário um estilo de vida mais saudável englobando uma alimentação rica e a prática de atividades físicas.

Os efeitos das atividades físicas em benefício à saúde não se resumem apenas à melhoria do condicionamento, pois crianças que crescem praticando esportes têm uma vida saudável, leve e cheia de entusiasmo, logo elas tendem a rejeitar o cigarro mesmo de forma inconsciente.

O ideal é procurar atividades físicas de acordo com a faixa etária da criança, mas também é importante ressaltar, que é necessário que os pais orientem os filhos, sobre os males que o cigarro causa além de não darem o exemplo fumando perto deles.
Outro fator é a liberdade que as crianças possuem ao terem acesso a programas de televisão onde elas poderão ver exemplos. É necessário um acompanhamento a fim de controlar o que elas podem ver para que não acreditem, que por estar na televisão, é algo bonito e que deve ser copiado.
Já foi comprovado que o cigarro contém mais de 4500 substâncias tóxicas dentre as quais mais de 40 são cancerígenas. Ele também causa dependência física e psicológica e é responsável por centenas de milhares de mortes.

Dessa forma, investir e apostar em exercícios, a fim de manter corpo e mente saudáveis, já é um grande passo para evitar que este vício tão destrutivo faça parte da vida daquelas que ainda não têm contato com ele.


Criança x Consumismo

O consumismo é um hábito mental que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade moderna. Não importa o gênero, a faixa etária, a origem, a crença ou o poder aquisitivo. Todos aqueles que sofrem impacto oriundo das mídias são estimulados ao consumismo, sejam eles adultos ou crianças.
O estímulo ao consumismo desenfreado e inconsequente tem se tornado frequente e se demonstra um grande vilão quando o assunto é a educação das crianças. É importante conscientizarmos nossos filhos de que nem tudo o que se vê ou se deseja é, de fato, necessário.

Para o mercado, a criança é um consumidor em formação, consumidor de hoje e do amanhã, e uma poderosa influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As artimanhas da publicidade na TV e na internet são as principais ferramentas do mercado para a persuasão do público infantil que se torna diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente preparado para isso.

Não precisamos isolar as crianças para que resistam ou sejam impedidas do desejo do consumo. O problema não é a vontade de querer ter alguma coisa, o problema está em ter as coisas em excesso, e tudo o que é demais não necessariamente fará a criança feliz. O diálogo é fundamental para ensinar a criança a ter limites, fazendo com que ela entenda que não é correto ter tudo o que deseja. Acatar aos desejos consumistas das crianças fará com que se tornem mimadas de forma que elas nunca ficarão satisfeitas e nem se contentarão com o “pouco” que têm, elas sempre irão querer e pedir por mais.

Outros fatores que são importantes a serem ressaltados é que as crianças, por serem mais vulneráveis do que os adultos, acabam sofrendo cada vez mais cedo com as consequências relacionadas ao consumismo e seus excessos como a obesidade infantil, a erotização precoce, o consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, a banalização da violência, dentre outras. Dessa forma, o consumismo infantil é uma questão de extrema importância e interesse de toda a sociedade já que é um problema que não está relacionado apenas à educação escolar ou doméstica. Crianças que aprendem a consumir de forma inconsequente acabam adquirindo maus hábitos e desenvolvendo critérios e valores distorcidos que afetam diretamente na ordem econômica, ética e social.


As crianças são as portas de entrada para um futuro mais sustentável. Se aprenderem a consumir com consciência, serão importantes transformadores sociais. Enquanto crianças, esses pequenos indivíduos não sabem o que é melhor para eles, logo, cabe aos pais ou responsáveis ensiná-los a serem cidadãos conscientes de que as melhores coisas da vida não são bens materiais, e que a felicidade pode ser encontrada até mesmo nos mais simples momentos.

Bullying: quando a brincadeira vira violência

Em fevereiro deste ano, entrou em vigor em todo o território nacional a lei anti-bullying, sancionada em novembro do ano passado pela Presidência da República. Apesar de não estabelecer multas e punições aos estabelecimentos que descumprirem as regras, o objetivo principal é combater e prevenir as práticas de agressões em todo o país, além de promover medidas de conscientização e combate a todos os tipos de violência na escola.
A lei define o termo "bullying" "como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas" e diz que a escola e clubes devem "promover a cidadania e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua". Além disso, sob a ótica da legislação, a escola deve também capacitar docentes e equipes pedagógicas para ações de prevenção e implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação.
O "bullying" ganhou nome e fama agora, mas todos sabemos que ele existe há décadas: apelidos infelizes, brincadeiras de mau gosto, agressões físicas e violências psicológicas podem criar traumas e prejudicar uma vida inteira. Além de um provável isolamento e queda do rendimento, jovens que enfrentam o racismo e humilhações difamatórias podem desenvolver doenças psicossomáticas. O problema ultrapassa os limites do âmbito educacional: ele é, antes de tudo, uma questão social. A sociedade, em todas as suas esferas, já deveria ter resolvido esse problema há bastante tempo, antes de chegar ao ponto de se tornar lei. Nós, escolas e diretores, também somos responsáveis. Sempre tivemos a missão de promover aos nossos alunos uma educação plena: aquela voltada à construção de um ambiente pacificador, às práticas inclusivas, à profusão da diversidade, o incentivo ao respeito.
Diversas instituições realizam programas e ações louváveis nesse sentido, mas sinto que ainda paira um despreparo na hora de lidar com os casos de agressão ou até mesmo indisciplina em sala de aula. A própria família, que cada vez mais transfere responsabilidade educativa para a escola, esquece que é preciso transmitir valores básicos na criação dos filhos, como o respeito e tolerância. Falta também preparo e capacidade do professor em identificar os casos em suas turmas, como também há uma resistência muito grande das escolas em falar sobre o assunto. A violência sempre existiu, vivemos em uma sociedade violenta e os nossos alunos nada mais são que frutos dessa mesma sociedade. Está na hora da escola admitir a ocorrência do bullying, mesmo sendo um tema desconfortável, e colocá-lo alinhado aos valores construtivos e pacificadores que sempre estiveram presentes na concepção do ambiente escolar. Está na hora de unirmos esforços para eliminá-lo, mesmo sabendo que o fim da violência não depende apenas da escola.
A crise ou ausência de valores humanos tem conduzido o homem ao caminho da intolerância, do preconceito, do desrespeito, da falta de solidariedade. Neste contexto, a educação para a paz tem emergido como sentido da humanidade e da finalidade da educação. Há alguns anos, a Unesco tem falado sobre a importância de se pensar um mundo diverso e, ao mesmo tempo, pacífico. E a educação é uma das chaves para essa conquista. Desenvolver estratégias psicopedagógicas que envolvam a comunidade escolar é iniciativa imprescindível para o caminho da paz. Combater o bullying é transformar o ambiente da escola num ambiente cooperativo, onde diferentes possam conviver em harmonia e se desenvolver enquanto humanos. A paz não é apenas o contrário de guerra, mas a compreensão dos princípios e respeito pela liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade.
Desde 2010, o SINEP/MG tem tido uma atenção especial aos temas relacionados aos direitos humanos. Em 2013, em parceria com o Ministério Público, participamos da campanha "Conte até 10", que estimulava a tolerância e a cooperação entre os cidadãos. No mesmo ano, enviamos uma cartilha às escolas sobre a prática do bullying e a maneira de identificá-lo e de evitá-lo. Tornamos a enviá-la em 2015, quando a lei foi sancionada. Regularmente, diretores e diretoras de escolas mineiras são convidados a participar de cursos, palestras e campanhas que visam reduzir toda e qualquer prática de discriminação porque é desta forma que enxergamos um mundo mais justo.


Prof. Emiro Barbini é presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SINEP/MG), Federação dos Estabelecimentos de Ensino de Minas Gerais (FENEN/MG) e proprietário do Colégio M2.

Adoção. Filhos gerados no coração.


A adoção ainda é cercada por vários tabus e é perceptível que a sociedade ainda a vê como forma de caridade. Para a família, a adoção funciona como uma forma de suprir o desejo ou o interesse pessoal de serem cuidadores, atender às expectativas das tradições familiares, responderem a pressão social, por ainda não possuírem filhos, ou simplesmente para terem a oportunidade de dar a uma criança ou adolescente algo que ela não tem: uma família e um lar onde ela será amada e bem tratada.

A chegada de um filho por meio do processo de adoção não é muito diferente da chegada de um filho biológico. Haverá o período de adaptação com a nova realidade da qual a família está inserida e será necessário investir na construção dos vínculos com a criança, fazendo com que ela se sinta segura e amparada. Assim, com o passar do tempo, pais e filhos se descobrem e estreitam os laços familiares de forma que a confiança e o amor sejam construídos e fortalecidos dia após dia.

As assistentes sociais frisam que, quanto mais exigências os candidatos à adoção tiverem com relação à criança a ser adotada, como escolher o sexo e a idade, mais demorada será o processo, pois nem sempre o perfil estipulado pelos adotantes corresponde com o perfil da criança que está disponível para a adoção. Logo, o processo não é imediato. A demora pode se estender por vários meses, principalmente para as crianças menores de 2 anos de idade que costumam serem as mais procuradas. A espera cria expectativas na família, ansiedade, medo, torna a mulher sensível e, muitas vezes, pode ser comparada a uma gravidez propriamente dita. Somente quem passa pelo processo sabe os sentimentos que lhe vêm à tona ,quando a documentação está pronta para ser assinada e a criança, enfim, poderá vir para o lugar que irá chamar de lar.

A adoção pode trazer inúmeros benefícios e bênçãos para aqueles que abrem seus corações para uma criança. Ela traz esperanças para aqueles que podem estar sofrendo com o desejo de ter filhos e não conseguem e de proporcionar uma vida melhor para a criança adotada.

A alegria de ter uma criança em casa é inegável. Elas enchem a casa, proporcionam momentos únicos à família e não há nada mais prazeroso do que ver um filho crescer seguindo bons exemplos dados pelos pais e se tornando alguém de quem se pode ter orgulho.

Adoção é o mesmo que é se doar. Se doar para cuidar de uma criança. E a adoção é um gesto nobre e bonito justamente por ser uma doação que envolve carinho, paciência, motivação e amor destinados a uma criança que foi totalmente privada disso por sua família de origem e merece ser feliz. Ela cria oportunidades para as crianças e as famílias serem abençoadas e tornarem o que estava destruído em algo bonito e digno de se admirar: uma família.



O Processo de adoção

Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode adotar, independente do sexo e do estado civil. É necessário que a diferença de idade entre o adotado e o adotante seja de, no mínimo, 16 anos de idade, ou seja, uma pessoa de 20 anos, por exemplo, poderá adotar uma criança de no máximo 4 anos.

Adoção ordinária
É aquela feita todos os dias pela Vara da Infância e da Juventude. A primeira ação dos pretendentes à adoção é se inscrevem no Cadastro Nacional de Adoção. Para entrar no Cadastro, é preciso levar à Vara da Infância e da Juventude a documentação necessária. Com a documentação aprovada, os adotantes passam por entrevistas com um psicólogo e uma assistente social.

Os adotantes devem informar que tipo de criança procuram e esse dado vai ser equiparado com os dados das crianças disponíveis para a adoção. Há uma fila de adotantes para aquele perfil de crianças e o casal deve esperar um tempo até que seja a sua vez e a criança esteja disponível. Quando a criança e o adotante forem compatíveis, eles devem passar por um estágio de convivência, comumente de 15 dias, acompanhados pela Vara da Infância e da Juventude. Após esse período, o juiz anuncia sua decisão quanto à adoção.

Adoção consentida
Na adoção consentida os pais biológicos abdicam do papel de pais e a criança vai diretamente para os adotantes, por uma relação de confiança que há entre as partes.
Adotar é mais que um ato de amor, é um ato de evolução!




segunda-feira, 7 de março de 2016

Quem educa as crianças: Os pais ou professores?


Quem educa as crianças: Os pais ou professores?

No sentido de proporcionar uma formação integral às crianças, pais e professores devem trabalhar em conjunto. Cada parte tem sua responsabilidade distinta sobre a criança e todos devem estar cientes de seus papéis.

Cabe aos pais o dever de educar, passando valores morais, respeito, cortesia dentre outros comportamentos sociais e de convivência.
O papel dos professores é receber a criança com tais noções adquiridas em casa e complementar esta educação ensinando os conteúdos escolares e preparando o aluno para a vida cultural e profissional.

O problema é que a transformação sócio-política e econômica, de certa forma, foi responsável por uma desestruturação na base familiar e os pais, seja por qualquer motivo, não acompanham com a frequência esperada o desempenho dos filhos na escola empurrando ao professor o papel que lhes cabem.

O que importa é que pais e professores devem visar o objetivo de formar um cidadão preparado para a vida, respeitando suas possibilidades e limites. É preciso dotá-los de competência e ajudar no desenvolvimento de habilidades preparando-os para a convivência em sociedade. Como vivemos num mundo onde existem regras para tal convivência, muitas das quais as crianças precisam cumprir, a função da escola é mostrá-las para as famílias.

Embora dentro de uma família existam regras de comportamento das quais a escola não interfere, é válido ressaltar que a função dos professores é formar o cidadão com conhecimento  suficiente para torná-lo uma pessoa solidária, crítica, ética e participativa, com exigência, conscientização, observação e envolvimento. Combinando tais ensinamentos com os valores certos ensinados pelos pais, é possível supor que esta criança se tornará um adulto preparado, responsável e de bom caráter.

Os pais anseiam pelo melhor quando o assunto é o bem estar dos filhos e costumam pensar em seus desejos de imediato, diferente dos professores que educam de forma gradual, conforme a idade e capacidade do aluno, pensando no futuro, e não no agora.

O ditado que diz que a educação vem de berço não poderia ser mais verdadeiro, afinal, os pais colocam filhos no mundo para que sigam seus próprios exemplos. Se existem pais que acreditam que a educação de seus filhos é de responsabilidade apenas da escola, deveriam repensar a própria condição...

É necessário que pais e professores trabalhem juntos, mantenham diálogos e façam seus papéis para que assim possam caminhar para frente visando a boa formação da criança.

Para Rir um pouco!


Sorrir é uma delícia né? São 11 benefícios dessa delícia. A cada edição estamos falando de um. Nessa falaremos do 4º benefício  e daremos alguns motivos para você e sua família sorrir mais.  Além de trazer aquela deliciosa sensação de bem estar, pode ser um grande aliado da saúde, ajudando prevenir doenças e auxiliando o organismo a cumprir as suas funções diárias.
Pulmões
Quando damos uma boa gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. Inalamos mais ar e, com isso, a expiração também fica mais forte. "Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação". Ou seja,rir limpa os seus pulmões e ainda os deixa mais fortes! 

Joãozinho chamou o táxi e perguntou:
Moço, quanto o senhor cobra para me levar para o aeroporto??
-E o taxista respondeu:
R$ 25,00.
- E as malas?
 As malas eu não cobro nada.
- Então leve as malas que eu vou a pé.


Um chefe de departamento bem antipático, achando que seus subordinados não estavam respeitando muito sua liderança, resolve colocar a seguinte placa na porta da sua sala logo que chegou pela manhã:
- “ Aqui quem manda sou EU!”
Ao voltar de uma reunião, encontrou o seguinte bilhete na placa:
-“Sua esposa ligou e disse que é para o senhor levar a placa dela de volta.


Para ver a reação do marido, uma mulher escreveu em um papel:
"FUI EMBORA, NÃO VOLTO  MAIS."
Escondida debaixo da cama, a mulher esperou que marido chegasse.
Ele entrou no quarto, viu o papel, escreveu alguma coisa no papel e começou a cantar, todo feliz.
Alguns minutos depois ele pegou o celular e ligou para alguém:
- Amor, estou indo agora. A louca foi embora. Estou a caminho!!
Logo ele pegou o carro e saiu. Enfurecida, a mulher sai debaixo da cama e lê o que ele escreveu:
"CONSIGO VER SEUS PÉS.
FUI BUSCAR PÃO."





Pais equilibrados, filhos mais felizes.


Pais equilibrados e que sabem impor limites aos filhos na hora e na medida certa conseguem educar as crianças para serem felizes e emocionalmente sadias.
Da mesma forma que existe um preparo para a realização de provas, entrevistas de empregos, viagens e tantas outras atividades importantes na vida, também é necessário um preparo para ser mãe e pai.
O conhecimento sobre a situação vai gerar a segurança necessária para agir de modo coerente, pois tal conduta irá assegurar equilíbrio interno em relação a qualquer coisa na vida, incluindo a relação com os filhos.

Uma criança não pode, e nem deve, ser criada solta, fazendo o que bem entende, quando e como quer. Os limites devem ser impostos desde cedo para que a criança aprenda e se torne um adulto de caráter e respeito.
Um dos fatores mais importante é a segurança, física e emocional. As crianças precisam sentir-se seguras com seus responsáveis. Esta segurança está diretamente ligada ao grau de equilíbrio dos pais. Assim, cria-se uma relação de confiança e afeto na qual é possível se construir valores morais para que a criança tenha uma base a seguir.
Desenvolver a autonomia dos filhos, dando-lhes tarefas e orientando-os como realizá-las também é importante. Crianças que cumprem com tarefas domésticas de acordo com a idade, assim como tarefas escolares, aprendem que responsabilidade é algo que todos precisam ter. É necessário haver uma rotina, pois assim as crianças absorvem o que devem fazer e levam aquilo como hábito.
É importante estabelecer horários e regras a serem cumpridas, e, embora seja cansativo e exija muita paciência, principalmente, quando houver necessidade de aplicar castigos, vai poupar muito trabalho mais tarde.

Pais equilibrados atendem as solicitações dos filhos usando de bom senso. Não se deve fazer todas as vontades deles a tempo e a hora, pois tal atitude transforma as crianças em indivíduos mimados ou entediados, que não se satisfazem com nada e sempre estão pedindo e exigindo mais. Se eles só aprenderam a ouvir o “sim”, o que será quando a vida real lhes der um belo e sonoro “não”?

É necessário o bom senso para ceder da mesma forma que para negar. O diálogo deve existir para que os motivos das decisões tomadas sejam explicados, com autoridade e respeito, elogiando quando houver acertos e repreendendo quando erros forem cometidos. Fazer com que a criança reconheça que é amada, ainda que esteja sendo repreendida, faz toda a diferença, pois embora tenha tido um mau comportamento, ela saberá reconhecer que a desaprovação não está sobre sua pessoa, mas em sua atitude. Dessa forma não se destrói a autoestima da criança já que ela irá se deparar com seus pais agindo de forma positiva em momentos de repreensão, fazendo com que reflitam e não voltem a cometer os mesmos erros.

A partir daí essas crianças terão uma melhor noção de comportamento e convivência, tornando-as jovens equilibradas, autônomas, independentes e felizes.

Ouvir histórias pode ser a brincadeira mais divertida!


Como o ser humano aprende a compreender uma narrativa, a ponto de se tornar um dia um contador de histórias? Essa pergunta sempre rondou os meus botões. 

Pois tive a resposta quando li o primeiro livro de histórias para meus netinhos gêmeos, Rufo e Flora. Com pouco mais de um aninho, eles não param quietos um segundo.  O mundo, para eles, é um parque de brinquedos, eles experimentam tudo. Sobem em móveis, derramam coisas, apertam botões, metem o dedo onde não devem.  Cúmplices nas brincadeiras, um morre de rir quando o outro faz alguma travessura. 

Sem esperança de colocá-los quietos, sentei-me com eles no sofá e comecei a passar as páginas do livro. Eu não tinha como ler a história, pois eles não compreenderiam. Mal balbuciavam as primeiras palavrinhas. Comecei, então a criar uma outra narrativa, diferente da que estava no livro. Eu mostrava as imagens retratadas e inventava sons, caretas, risos e gestos, para contar eventos muito mais simples: o macaco corre atrás da onça, o passarinho aparece e canta, o sapo pula...
 De repente, meus netinhos endiabrados pararam toda a algazarra, acompanhando a narrativa maluca com olhinhos ávidos, em silêncio. Quando acabou toda a minha invenção,  fiquei satisfeita. Enfim! Tinha descoberto uma forma de mantê-los interessados - e quietos - por alguns momentos. 

Cansada,  fechei o livro, já pensando qual outra brincadeira eu iria bolar para mantê-los felizes. Eles não deixaram. Abriram o livrinho no meu colo, voltando à primeira página. "Mais, vovó, mais!" Só então entendi: eu tinha descoberto um brinquedo que eles tinham amado mais do que todos e o que fazer agora? Tinha que recontar, ao infinito, a mesma história, em fragmentos, da qual eu mesma já não me lembrava. Toca a inventar outra, vovó, e outra, e outra, e outra. 
   
Por Guiomar de Grammont

Mitos sobre alimentação infantil


A educação alimentar das crianças deve começar desde cedo. Manter bons hábitos alimentares a fim de preservar a boa saúde é tão importante quanto evitar que elas consumam um alimento que pode não fazer bem. Alguns alimentos já são bastante conhecidos como verdadeiros vilões quando o assunto é a alimentação, mas será que tais afirmações são verdadeiras?
Conheça os mitos sobre alguns alimentos:

Bebês não podem comer a clara do ovo
A recomendação é introduzir o ovo inteiro e cozido na alimentação dos bebês a partir dos seis meses de idade, junto com os outros alimentos da alimentação complementar.

Beterraba impede a anemia
A beterraba não é a principal fonte de ferro da nossa alimentação. As fontes mais adequadas deste mineral são encontradas em carnes. É mais importante que a criança consuma pequenas porções de carnes no almoço e no jantar do que comer beterraba todos os dias.

A cenoura deve ser a base de todas as sopas
A cenoura é rica em vitamina A, fundamental para o desenvolvimento da visão, mas não é obrigatório que este legume seja incluído em todas as refeições todos os dias, assim como a batata também não. O excesso de cenoura inclusive pode ocasionar um acúmulo de pigmento alaranjado na pele.
A ideia é oferecer um combinado de legumes e verduras variados à criança.

É ideal usar mel em substituição ao açúcar
Assim como seus derivados, o mel pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botolinum, transmissora do botulismo. O sistema imunológico da criança menor de 2 anos de idade ainda não está preparado para combater essa bactéria.

Café faz mal
A bebida não é adequada visto que pode fazer com que a criança fique muito agitada. Há quem diga que o café prejudica o organismo em absorver cálcio, mas a quantidade de cafeína presente em uma xícara de café, ou até mesmo em um copo de café com leite, não fazem mal e não interferem que o corpo retenha o mineral.

O leite de soja pode substituir o de vaca

O leite de vaca tem mais cálcio e é o indicado para ser oferecido à criança, quando a mesma não apresenta nenhum tipo de intolerância. Neste caso pode-se introduzir o leite de soja, desde que se sigam as recomendações do pediatra.

Eles estão viciados em celular. O que fazer?


Nos dias de hoje, o acesso à tecnologia começa cada vez mais cedo na vida das crianças. Tablet, videogames e smartphones estão presentes na vida de crianças de pouca idade fazendo com que elas desenvolvam um vício pelas novas tecnologias.
Como consequência deste vício, as crianças ficam envolvidas, focam o interesse em joguinhos e vídeos e deixam de dar atenção às coisas realmente importantes. O baixo rendimento escolar, a falta de interação com outras crianças e, em casos mais graves, a necessidade de se registrar as atividades que realiza nas redes sociais para que todos possam ver.

É importante que se utilize a internet para auxílio nos trabalhos escolares e para momentos de distração, mas os usos sem limites e frequente acabam criando uma geração de viciados em tecnologia.

Existem crianças e adolescentes com comportamentos dependentes da tecnologia, que surtam na falta do celular, que dão birra na falta do tablet e etc., mas o que acontece, na maioria das vezes, é que os pais não impõem limites. Com a correria do dia-a-dia, às vezes, o tablet faz papel de babá eletrônica para que os pais tenham um pouco de sossego.
Embora o cansaço faça parte depois de um dia de trabalho duro, é importante que se reserve um tempo para se dedicar à criança. Criar, educar e por limites é desgastante e cansativo, mas quem disse que criar um filho é uma tarefa fácil?
Dialogar, sair para passear e brincar estreita os laços familiares e são responsáveis por criar uma intimidade entre pais e filhos. É importante que os pais participem da vida dos filhos e demonstrem interesse, estejam presentes, e não deixem que a tecnologia sirva como um “educador”.

Uma criança ou adolescente que não têm limites e fazem uso sem moderação das tecnologias estão sujeitas a desenvolver obesidade, ter dificuldades sociais, tender a ficar mais nervosa, além de prejuízos no aprendizado. São diversos problemas que poderiam ser evitados com a imposição de limites.

Observe o tempo em que seu filho passa usando a tecnologia. O tempo recomendado, que crianças entre 6 e 12 anos passem em tablets e vídeos games, é de 2 horas por dia, antes disso não é recomendado o uso destes dispositivos. Se a criança deixa de se interessar por atividades em família, brincar com colegas e até comer para ficar jogando, é sinal de que ela está viciada e a atenção deve ser redobrada.

Os pais devem ficar atentos e estipular horários e tempo para a utilização destes dispositivos, mas vale lembrar que de nada adianta impor horário para brincar no tablet se após isso a criança vai para o computador.Além de impor limites, é importante que haja um acompanhamento sobre as atividades das crianças e dos adolescentes na rede a fim de mantê-las seguras.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Crianças na água! Os cuidados que devemos ter.


As férias de verão é uma época de relaxamento e diversão para as crianças e adultos, mas também exige cuidados especiais.Por volta dos seis meses de vida, o bebê já pode ser estimulado na piscina e aproveitar muitos benefícios. Um estudo recentemente divulgado por pesquisadores do Griffith Institute for Educational Research, na Austrália, aponta que quanto mais cedo a criança aprende a nadar melhor é o seu desenvolvimento intelectual. 
A cada ano mais de 1.100 crianças são vítimas de afogamento.Sendo que a maior incidência de mortes é entre crianças de 1 e 4 anos e em segundo lugar, as crianças de 10 a 14 anos.Afogamento é a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo.
Existe um ditado que diz 'é melhor prevenir do que remediar', e tem toda a razão. 
.Além de buscar que a piscina onde estará a criança esteja limpa e cumpra com as normas de higiene mínimas, é necessário mantê-la segura, prevenindo os acidentes e riscos de afogamentos .
Regras para a segurança das crianças na piscina

Coloque limite para a criança ao redor da piscina. Cerque a área da piscina e feche o acesso com um portão que não possa ser aberto por uma criança. A criança nunca deve permanecer na piscina sem observação. Quando não estiver em uso a piscina tem que ser coberta por uma estrutura de material resistente, que seja capaz de suportar um peso de, pelo menos, 120 quilos, para não ceder.
 Diga e repita todos os dias ao seu filho que  no dia a dia não ande nem corra na área da piscina. Os pisos próximos às piscinas são escorregadios. As crianças só devem entrar e sair da piscina através das escadas.
Se o seu filho já tem idade e já sabe mergulhar de cabeça na piscina, aconselhe-o para que não mergulhe em piscinas rasas. Tanto ele como os pais devem vigiar bem antes de mergulhar, para evitar colisão com outros mergulhadores ou golpear a cabeça no fundo da piscina.
Ensine o seu filho a ser responsável na piscina e a respeitar as suas limitações. Que ele nade somente na profundidade em que se sinta confortável e seguro.
A criança deve ser acompanhada mesmo que a piscina seja assegurada pela presença de um salva-vidas, é útil manter uma companhia que o observe enquanto ele nada, até que realmente tenha segurança para nadar sozinho.
Não permita que o seu filho faça brincadeiras violentas na piscina, como empurrar,  brincar de afogar, etc. Não é aconselhável que ele faça brincadeiras de lutas ou “cavalinhos” na piscina. Uma batida da cabeça nas paredes pode levar à inconsciência e resultar em afogamentos.
Se a criança comer, não deve nadar depois. O ideal é que espere pelo menos uma horinha para que se faça a digestão. Nadar com a barriguinha cheia pode causar transtornos gastrointestinais.
Mantenha a piscina sempre limpa e saudável. Ensine o seu filho a usar uma ducha antes de entrar na piscina e que nunca entre com comidas e bebidas na mesma. Além de poder respingar bebida e sujá-la com isso, os copos propiciam riscos de vidros quebrados no fundo da piscina. Evite entrar com trajes que não sejam apropriados, como calças, camisetas ou fraldas.
 Atenção para a sucção. A água da piscina está em constante filtração, um sistema que “puxa” a água para o filtro através dos buracos espalhados pelas paredes e fundos da piscina. Esses orifícios podem sugar os cabelos da criança e mantê-la submersa até o afogamento. Crianças com cabelos compridos devem estar especialmente atentas para esse risco e o uso de toucas é recomendado. Procure uma empresa de piscinas para que ela possa apresentar equipamentos seguros.
Atenção para as armadilhas submersas. Muitos utensílios podem segurar uma pessoa embaixo da água da sua piscina. Algumas escadas possuem espaços que podem prender uma criança. Por isso, fique sempre atento para detalhes da sua piscina.
É importante que os pais aprendam a nadar e ensinem suas crianças também.
O uso das bóias é importante mas não esqueça que elas não substituem a supervisão de um adulto. 
Sempre tenha o equipamento básico de salva-vidas próximo da piscina. As bóias e cordas são recomendadas.
Piscinas plásticas, de uso doméstico, quando não estão em uso devem ser guardadas sem água. Atenção porque um acúmulo de 30 centímetros de água são suficientes para afogar uma criança;
E aproveitem as férias com alegria e segurança.