O consumismo é um hábito
mental que se tornou uma das características culturais mais marcantes da
sociedade moderna. Não importa o gênero, a faixa etária, a origem, a crença ou
o poder aquisitivo. Todos aqueles que sofrem impacto oriundo das mídias são estimulados
ao consumismo, sejam eles adultos ou crianças.
O estímulo ao consumismo
desenfreado e inconsequente tem se tornado frequente e se demonstra um grande
vilão quando o assunto é a educação das crianças. É importante conscientizarmos
nossos filhos de que nem tudo o que se vê ou se deseja é, de fato, necessário.
Para o mercado, a criança é
um consumidor em formação, consumidor de hoje e do amanhã, e uma poderosa
influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As artimanhas da
publicidade na TV e na internet são as principais ferramentas do mercado para a
persuasão do público infantil que se torna diretamente exposto às complexidades
das relações de consumo sem que esteja efetivamente preparado para isso.
Não precisamos isolar as
crianças para que resistam ou sejam impedidas do desejo do consumo. O problema
não é a vontade de querer ter alguma coisa, o problema está em ter as coisas em
excesso, e tudo o que é demais não necessariamente fará a criança feliz. O
diálogo é fundamental para ensinar a criança a ter limites, fazendo com que ela
entenda que não é correto ter tudo o que deseja. Acatar aos desejos consumistas
das crianças fará com que se tornem mimadas de forma que elas nunca ficarão
satisfeitas e nem se contentarão com o “pouco” que têm, elas sempre irão querer
e pedir por mais.
Outros fatores que são
importantes a serem ressaltados é que as crianças, por serem mais vulneráveis
do que os adultos, acabam sofrendo cada vez mais cedo com as consequências
relacionadas ao consumismo e seus excessos como a obesidade infantil, a
erotização precoce, o consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, a
banalização da violência, dentre outras. Dessa forma, o consumismo infantil é
uma questão de extrema importância e interesse de toda a sociedade já que é um
problema que não está relacionado apenas à educação escolar ou doméstica. Crianças que aprendem a consumir de forma inconsequente
acabam adquirindo maus hábitos e desenvolvendo critérios e valores distorcidos
que afetam diretamente na ordem econômica, ética e social.
As crianças são as portas de
entrada para um futuro mais sustentável. Se aprenderem a consumir com
consciência, serão importantes transformadores sociais. Enquanto crianças, esses pequenos indivíduos não sabem o que é melhor para
eles, logo, cabe aos pais ou responsáveis ensiná-los a serem cidadãos
conscientes de que as melhores coisas da vida não são bens materiais, e que a
felicidade pode ser encontrada até mesmo nos mais simples momentos.

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