Pais
equilibrados e que sabem impor limites aos filhos na hora e na medida certa
conseguem educar as crianças para serem felizes e emocionalmente sadias.
Da
mesma forma que existe um preparo para a realização de provas, entrevistas de
empregos, viagens e tantas outras atividades importantes na vida, também é
necessário um preparo para ser mãe e pai.
O
conhecimento sobre a situação vai gerar a segurança necessária para agir de
modo coerente, pois tal conduta irá assegurar equilíbrio interno em relação a
qualquer coisa na vida, incluindo a relação com os filhos.
Uma
criança não pode, e nem deve, ser criada solta, fazendo o que bem entende,
quando e como quer. Os limites devem ser impostos desde cedo para que a criança
aprenda e se torne um adulto de caráter e respeito.
Um dos fatores mais importante é a segurança, física e emocional. As
crianças precisam sentir-se seguras com seus responsáveis. Esta segurança está
diretamente ligada ao grau de equilíbrio dos pais. Assim, cria-se uma relação
de confiança e afeto na qual é possível se construir valores morais para que a
criança tenha uma base a seguir.
Desenvolver
a autonomia dos filhos, dando-lhes tarefas e orientando-os como realizá-las
também é importante. Crianças que cumprem com tarefas domésticas de acordo com
a idade, assim como tarefas escolares, aprendem que responsabilidade é algo que
todos precisam ter. É necessário haver uma rotina, pois assim as crianças
absorvem o que devem fazer e levam aquilo como hábito.
É
importante estabelecer horários e regras a serem cumpridas, e, embora seja
cansativo e exija muita paciência, principalmente, quando houver necessidade de
aplicar castigos, vai poupar muito trabalho mais tarde.
Pais
equilibrados atendem as solicitações dos filhos usando de bom senso. Não se
deve fazer todas as vontades deles a tempo e a hora, pois tal atitude
transforma as crianças em indivíduos mimados ou entediados, que não se satisfazem
com nada e sempre estão pedindo e exigindo mais. Se eles só aprenderam a ouvir
o “sim”, o que será quando a vida real lhes der um belo e sonoro “não”?
É
necessário o bom senso para ceder da mesma forma que para negar. O diálogo deve
existir para que os motivos das decisões tomadas sejam explicados, com
autoridade e respeito, elogiando quando houver acertos e repreendendo quando
erros forem cometidos. Fazer com que a criança reconheça que é amada, ainda que
esteja sendo repreendida, faz toda a diferença, pois embora tenha tido um mau
comportamento, ela saberá reconhecer que a desaprovação não está sobre sua
pessoa, mas em sua atitude. Dessa forma não se destrói a autoestima da criança
já que ela irá se deparar com seus pais agindo de forma positiva em momentos de
repreensão, fazendo com que reflitam e não voltem a cometer os mesmos erros.
A
partir daí essas crianças terão uma melhor noção de comportamento e
convivência, tornando-as jovens equilibradas, autônomas, independentes e
felizes.

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