quinta-feira, 14 de julho de 2016

Adoção. Filhos gerados no coração.


A adoção ainda é cercada por vários tabus e é perceptível que a sociedade ainda a vê como forma de caridade. Para a família, a adoção funciona como uma forma de suprir o desejo ou o interesse pessoal de serem cuidadores, atender às expectativas das tradições familiares, responderem a pressão social, por ainda não possuírem filhos, ou simplesmente para terem a oportunidade de dar a uma criança ou adolescente algo que ela não tem: uma família e um lar onde ela será amada e bem tratada.

A chegada de um filho por meio do processo de adoção não é muito diferente da chegada de um filho biológico. Haverá o período de adaptação com a nova realidade da qual a família está inserida e será necessário investir na construção dos vínculos com a criança, fazendo com que ela se sinta segura e amparada. Assim, com o passar do tempo, pais e filhos se descobrem e estreitam os laços familiares de forma que a confiança e o amor sejam construídos e fortalecidos dia após dia.

As assistentes sociais frisam que, quanto mais exigências os candidatos à adoção tiverem com relação à criança a ser adotada, como escolher o sexo e a idade, mais demorada será o processo, pois nem sempre o perfil estipulado pelos adotantes corresponde com o perfil da criança que está disponível para a adoção. Logo, o processo não é imediato. A demora pode se estender por vários meses, principalmente para as crianças menores de 2 anos de idade que costumam serem as mais procuradas. A espera cria expectativas na família, ansiedade, medo, torna a mulher sensível e, muitas vezes, pode ser comparada a uma gravidez propriamente dita. Somente quem passa pelo processo sabe os sentimentos que lhe vêm à tona ,quando a documentação está pronta para ser assinada e a criança, enfim, poderá vir para o lugar que irá chamar de lar.

A adoção pode trazer inúmeros benefícios e bênçãos para aqueles que abrem seus corações para uma criança. Ela traz esperanças para aqueles que podem estar sofrendo com o desejo de ter filhos e não conseguem e de proporcionar uma vida melhor para a criança adotada.

A alegria de ter uma criança em casa é inegável. Elas enchem a casa, proporcionam momentos únicos à família e não há nada mais prazeroso do que ver um filho crescer seguindo bons exemplos dados pelos pais e se tornando alguém de quem se pode ter orgulho.

Adoção é o mesmo que é se doar. Se doar para cuidar de uma criança. E a adoção é um gesto nobre e bonito justamente por ser uma doação que envolve carinho, paciência, motivação e amor destinados a uma criança que foi totalmente privada disso por sua família de origem e merece ser feliz. Ela cria oportunidades para as crianças e as famílias serem abençoadas e tornarem o que estava destruído em algo bonito e digno de se admirar: uma família.



O Processo de adoção

Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode adotar, independente do sexo e do estado civil. É necessário que a diferença de idade entre o adotado e o adotante seja de, no mínimo, 16 anos de idade, ou seja, uma pessoa de 20 anos, por exemplo, poderá adotar uma criança de no máximo 4 anos.

Adoção ordinária
É aquela feita todos os dias pela Vara da Infância e da Juventude. A primeira ação dos pretendentes à adoção é se inscrevem no Cadastro Nacional de Adoção. Para entrar no Cadastro, é preciso levar à Vara da Infância e da Juventude a documentação necessária. Com a documentação aprovada, os adotantes passam por entrevistas com um psicólogo e uma assistente social.

Os adotantes devem informar que tipo de criança procuram e esse dado vai ser equiparado com os dados das crianças disponíveis para a adoção. Há uma fila de adotantes para aquele perfil de crianças e o casal deve esperar um tempo até que seja a sua vez e a criança esteja disponível. Quando a criança e o adotante forem compatíveis, eles devem passar por um estágio de convivência, comumente de 15 dias, acompanhados pela Vara da Infância e da Juventude. Após esse período, o juiz anuncia sua decisão quanto à adoção.

Adoção consentida
Na adoção consentida os pais biológicos abdicam do papel de pais e a criança vai diretamente para os adotantes, por uma relação de confiança que há entre as partes.
Adotar é mais que um ato de amor, é um ato de evolução!




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