A adoção ainda é cercada por
vários tabus e é perceptível que a sociedade ainda a vê como forma de caridade.
Para a família, a adoção funciona como uma forma de suprir o desejo ou o
interesse pessoal de serem cuidadores, atender às expectativas das tradições
familiares, responderem a pressão social, por ainda não possuírem filhos, ou
simplesmente para terem a oportunidade de dar a uma criança ou adolescente algo
que ela não tem: uma família e um lar onde ela será amada e bem tratada.
A chegada de um filho por
meio do processo de adoção não é muito diferente da chegada de um filho
biológico. Haverá o período de adaptação com a nova realidade da qual a família
está inserida e será necessário investir na construção dos vínculos com a
criança, fazendo com que ela se sinta segura e amparada. Assim, com o passar do
tempo, pais e filhos se descobrem e estreitam os laços familiares de forma que
a confiança e o amor sejam construídos e fortalecidos dia após dia.
As assistentes sociais frisam
que, quanto mais exigências os candidatos à adoção tiverem com relação à
criança a ser adotada, como escolher o sexo e a idade, mais demorada será o
processo, pois nem sempre o perfil estipulado pelos adotantes corresponde com o
perfil da criança que está disponível para a adoção. Logo, o processo não é
imediato. A demora pode se estender por vários meses, principalmente para as
crianças menores de 2 anos de idade que costumam serem as mais procuradas. A
espera cria expectativas na família, ansiedade, medo, torna a mulher sensível
e, muitas vezes, pode ser comparada a uma gravidez propriamente dita. Somente
quem passa pelo processo sabe os sentimentos que lhe vêm à tona ,quando a
documentação está pronta para ser assinada e a criança, enfim, poderá vir para
o lugar que irá chamar de lar.
A adoção pode trazer inúmeros
benefícios e bênçãos para aqueles que abrem seus corações para uma criança. Ela
traz esperanças para aqueles que podem estar sofrendo com o desejo de ter
filhos e não conseguem e de proporcionar uma vida melhor para a criança
adotada.
A alegria de ter uma criança
em casa é inegável. Elas enchem a casa, proporcionam momentos únicos à família
e não há nada mais prazeroso do que ver um filho crescer seguindo bons exemplos
dados pelos pais e se tornando alguém de quem se pode ter orgulho.
Adoção é o mesmo
que é se doar. Se doar para cuidar de uma criança. E a adoção é um gesto nobre
e bonito justamente por ser uma doação que envolve carinho, paciência,
motivação e amor destinados a uma criança que foi totalmente privada disso por
sua família de origem e merece ser feliz. Ela cria oportunidades para as crianças e as famílias serem abençoadas e
tornarem o que estava destruído em algo bonito e digno de se admirar: uma
família.
O Processo de adoção
Qualquer pessoa com mais de
18 anos pode adotar, independente do sexo e do estado civil. É necessário que a
diferença de idade entre o adotado e o adotante seja de, no mínimo, 16 anos de
idade, ou seja, uma pessoa de 20 anos, por exemplo, poderá adotar uma criança
de no máximo 4 anos.
Adoção ordinária
É aquela feita todos os dias
pela Vara da Infância e da Juventude. A primeira ação dos pretendentes à adoção
é se inscrevem no Cadastro Nacional de Adoção. Para entrar no Cadastro, é
preciso levar à Vara da Infância e da Juventude a documentação necessária. Com
a documentação aprovada, os adotantes passam por entrevistas com um psicólogo e
uma assistente social.
Os adotantes devem informar
que tipo de criança procuram e esse dado vai ser equiparado com os dados das
crianças disponíveis para a adoção. Há uma fila de adotantes para aquele perfil
de crianças e o casal deve esperar um tempo até que seja a sua vez e a criança
esteja disponível. Quando a criança e o adotante forem compatíveis, eles devem
passar por um estágio de convivência, comumente de 15 dias, acompanhados pela
Vara da Infância e da Juventude. Após esse período, o juiz anuncia sua decisão
quanto à adoção.
Adoção consentida
Na adoção consentida os pais
biológicos abdicam do papel de pais e a criança vai diretamente para os
adotantes, por uma relação de confiança que há entre as partes.
Adotar é mais que um ato de
amor, é um ato de evolução!


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