quarta-feira, 27 de maio de 2015

A importância do brincar para o desenvolvimento da criança






A importância do brincar para o desenvolvimento da criança

Quem não se lembra da sua infância?
Quanta saudade daquelas brincadeiras, às vezes temos até cicatrizes de nossas travessuras, mas essas marquinhas valeram a pena. Sempre escutamos dos adultos,éramos felizes sem saber.
O brincar é uma das formas mais comum do comportamento humano, principalmente durante a infância. É um fator indispensável e fundamental ao desenvolvimento de aspectos físico-motor, intelectual, afetivo-emocional, e social da criança. Mais que um método, o brincar proporciona as condições essenciais para o desenvolvimento infantil, pois através dele, a criança poderá desenvolver capacidades importantes que utilizará no decorrer de toda sua vida. A brincadeira é vital para nossa humanização, e não seriamos devidamente equilibrados sem essa atividade.
No começo da vida, a criança brinca com seus membros superiores e inferiores. Ela já brinca dentro do útero com as mãozinhas e os pezinhos.
Além dos educadores, a família também possui grande influência nessa questão da inserção das brincadeiras na vida da criança. É preciso que os pais se conscientizem de que o brincar é mais do que somente um passa tempo, é também uma das formas mais eficiente que a criança possui para se conhecer e se inserir no meio em que vive.
Nos dias de hoje, várias crianças possuem algum “déficit” psicomotor devido à falta de exercícios ou treino necessário para seu desenvolvimento motor.
 São, na maioria das vezes, crianças acomodadas, que não praticam nenhuma brincadeira ou atividade que exige desgaste físico, que não aprendem a fazer nada porque fazem por elas, são crianças que vivem em casa e passam o dia em frente à televisão ou computador. “Tais crianças tornam-se regredidas, manipuladoras, com baixa resistência à frustração, apresentando também, dificuldade no trato social e no desenvolvimento pedagógico”.
 É na infância, onde construímos a nossa base principal, suporte para toda uma vida.
Esquecer-se do brincar é também se esquecer de viver com qualidade de vida, e ao oferecermos às crianças a possibilidade de brincar, oferecemos muito mais do que o ato em si mesmo, visível aos olhos, estendemos uma perspectiva de vida melhor, um desenvolvimento mais natural e eficiente, e ainda mais, a possibilidade de se reconhecer como ser, na terapia constante do expressar e concretizar criativamente os recursos internos de que dispomos. A brincadeira é universal .A infância é a idade do possível.
Quanto às formas de se brincar, qual teria os melhores recursos psicoterápicos para a criança? Foi indicado que, 40% apontam as naturais, como o barro, as físicas e esportivas e os jogos, 33,33% disseram ser as prontas, como a boneca, as manufaturadas, como a pipa e o playground, e, por último, 26,67% apontaram os eletrônicos.
Uma brincadeira que interessa a uma criança de três anos pode não despertar nenhum interesse à de seis anos ou mais. Por que isso ocorre? Ocorre porque a brincadeira não é uma atividade estática, ela evolui e se modifica na medida em que a criança cresce.
Ao longo do desenvolvimento da criança, três formas de jogos se apresentam: jogos de exercícios, simbólicos e os de regras.
O jogo de exercício é o primeiro a aparecer (vai até os primeiros dezoito meses de vida). São jogos de exercícios onde o prazer está no funcionamento dos gestos. Estes jogos implicam em repetição e é através deles que a criança realiza os primeiros contatos com os objetos, com as pessoas e com o mundo ao seu redor. Como exemplo, temos o jogo de esconde – aparece, que todo bebê adora e repete inúmeras vezes, sem demonstrar desinteresse.
A partir do segundo ano de vida, juntamente com o aparecimento da linguagem e da representação, surge o jogo simbólico, quando a criança substitui um objeto ausente por outro. A função do jogo simbólico é assimilar a realidade, isto é, através da situação imaginária a criança realiza sonhos, revela conflitos e se autoexpressa, reproduzindo papéis e imitando situações da vida real. A criança quer puxar alguma coisa, torna-se cavalo, quer brincar com areia e torna-se padeiro, quer esconder-se, torna-se ladrão ou policía. A imaginação está solta.
Os jogos com regras, por volta dos 4 anos, se desenvolverão até os 12 anos e se estabelecerão pela vida adulta. Nesta fase, a criança perde progressivamente o egocentrismo natural que dá lugar a um cooperativismo, tornando sua atividade mais socializada.
Pois a criança adquire completa coordenação do corpo. E as brincadeiras em grupo iniciam o desenvolvimento social. Nesta fase é importante brincar de jogos de competição com a criança.
Cabe ao adulto evitar oferecer à criança brinquedos que brincam sozinhos, pois estes não permitem que o processo da imaginação aconteça. Ela passa a ser mera expectadora, passiva e bloqueada em seus processos criativos e imaginativos, tão importantes para seu desenvolvimento emocional, deixando escondida a sua fábrica de idéias.

As brincadeiras com água atrai muito as crianças pequenas, pois elas se lembram do tempo em que estavam no útero. Brincadeiras na água são importantes para o desenvolvimento emocional do bebê.

Brincar não significa apenas recrear-se. É  a forma mais completa que a criança tem de comunicar consigo mesma e com o mundo.

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