A importância do
brincar para o desenvolvimento da criança
Quem não se lembra da sua infância?
Quanta saudade daquelas brincadeiras, às vezes temos até
cicatrizes de nossas travessuras, mas essas marquinhas valeram a pena. Sempre
escutamos dos adultos,éramos felizes sem saber.
O brincar é uma
das formas mais comum do comportamento humano, principalmente durante a infância.
É um fator indispensável e fundamental ao desenvolvimento de aspectos
físico-motor, intelectual, afetivo-emocional, e social da criança. Mais que um
método, o brincar proporciona as condições essenciais para o desenvolvimento
infantil, pois através dele, a criança poderá desenvolver capacidades
importantes que utilizará no decorrer de toda sua vida. A brincadeira é vital
para nossa humanização, e não seriamos devidamente equilibrados sem essa
atividade.
No começo da vida, a criança brinca com seus membros
superiores e inferiores. Ela já brinca dentro do útero com as mãozinhas e os
pezinhos.
Além dos educadores, a família também possui grande
influência nessa questão da inserção das brincadeiras na vida da criança. É
preciso que os pais se conscientizem de que o brincar é mais do que somente um
passa tempo, é também uma das formas mais eficiente que a criança possui para
se conhecer e se inserir no meio em que vive.
Nos dias de hoje,
várias crianças possuem algum “déficit” psicomotor devido à falta de exercícios
ou treino necessário para seu desenvolvimento motor.
São, na maioria das
vezes, crianças acomodadas, que não praticam
nenhuma brincadeira ou atividade que exige desgaste físico, que não aprendem a
fazer nada porque fazem por elas, são crianças que vivem em casa e passam o dia
em frente à televisão ou computador. “Tais crianças tornam-se regredidas,
manipuladoras, com baixa resistência à frustração, apresentando também,
dificuldade no trato social e no desenvolvimento pedagógico”.
É na infância, onde
construímos a nossa base principal, suporte para toda uma vida.
Esquecer-se do
brincar é também se esquecer de viver com qualidade de vida, e ao oferecermos
às crianças a possibilidade de brincar, oferecemos muito mais do que o ato em
si mesmo, visível aos olhos, estendemos uma perspectiva de vida melhor, um
desenvolvimento mais natural e eficiente, e ainda mais, a possibilidade de se
reconhecer como ser, na terapia constante do expressar e concretizar
criativamente os recursos internos de que dispomos. A brincadeira é universal
.A infância é a idade do possível.
Quanto às formas de se brincar, qual teria os melhores
recursos psicoterápicos para a criança? Foi indicado que, 40% apontam as
naturais, como o barro, as físicas e esportivas e os jogos, 33,33% disseram ser
as prontas, como a boneca, as manufaturadas, como a pipa e o playground, e, por
último, 26,67% apontaram os eletrônicos.
Uma brincadeira que interessa a uma criança de três anos
pode não despertar nenhum interesse à de seis anos ou mais. Por que isso
ocorre? Ocorre porque a brincadeira não é uma atividade estática, ela evolui e
se modifica na medida em que a criança cresce.
Ao longo do desenvolvimento da criança, três formas de jogos
se apresentam: jogos de exercícios, simbólicos e os de regras.
O jogo de exercício é o primeiro a aparecer (vai até os
primeiros dezoito meses de vida). São jogos de exercícios onde o prazer está no
funcionamento dos gestos. Estes jogos implicam em repetição e é através deles
que a criança realiza os primeiros contatos com os objetos, com as pessoas e
com o mundo ao seu redor. Como exemplo, temos o jogo de esconde – aparece, que
todo bebê adora e repete inúmeras vezes, sem demonstrar desinteresse.
A partir do segundo ano de vida, juntamente com o
aparecimento da linguagem e da representação, surge o jogo simbólico, quando a
criança substitui um objeto ausente por outro. A função do jogo simbólico é
assimilar a realidade, isto é, através da situação imaginária a criança realiza
sonhos, revela conflitos e se autoexpressa, reproduzindo papéis e imitando
situações da vida real. A criança quer puxar alguma coisa, torna-se cavalo, quer
brincar com areia e torna-se padeiro, quer esconder-se, torna-se ladrão ou policía.
A imaginação está solta.
Os jogos com regras, por volta dos 4 anos, se desenvolverão
até os 12 anos e se estabelecerão pela vida adulta. Nesta fase, a criança perde
progressivamente o egocentrismo natural que dá lugar a um cooperativismo,
tornando sua atividade mais socializada.
Pois a criança adquire completa coordenação do corpo. E as
brincadeiras em grupo iniciam o desenvolvimento social. Nesta fase é importante
brincar de jogos de competição com a criança.
Cabe ao adulto evitar oferecer à criança brinquedos que
brincam sozinhos, pois estes não permitem que o processo da imaginação
aconteça. Ela passa a ser mera expectadora, passiva e bloqueada em seus
processos criativos e imaginativos, tão importantes para seu desenvolvimento
emocional, deixando escondida a sua fábrica de idéias.
As brincadeiras com
água atrai muito as crianças pequenas, pois elas se lembram do tempo em que
estavam no útero. Brincadeiras na água são importantes para o desenvolvimento
emocional do bebê.
Brincar não
significa apenas recrear-se. É a forma
mais completa que a criança tem de comunicar consigo mesma e com o mundo.

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