terça-feira, 8 de outubro de 2013

CRIANÇA: REFLEXO DOS PAIS



CRIANÇA: REFLEXO DOS PAIS

Todo comportamento é fruto de um aprendizado. Ainda que se negue, o comportamento do filho é reflexo do processo de ensino que foi dado ou que deixou de ser dado pelos pais ou por quem a esteja educando.
Temos que observar e não confundir crianças hiperativas com crianças bagunceiras, ou seja, crianças que tem um mau comportamento, apesar de que a hiperatividade em crianças é um assunto bastante abordado hoje em dia, ainda tem pessoas que se confunde e usa o termo com exageros e há uma diferença entre as crianças que são hiperativas com as crianças que possui mau comportamento. Por exemplo, a criança que possui mau comportamento, ou seja, que é uma criança bagunceira é uma criança levada, desobediente, são crianças que gostam de brincar muito e gostam de fazer bagunça, o que na verdade é muito normal em crianças, já a criança hiperativa é inquieta desde bebê, ela se movimenta o dia todo e ninguém consegue impedir.
Acredito que se perguntarmos à qualquer mãe que tenha filhos bagunceiros se já tentou ensinar organização, ela responderá enfaticamente: -“Já não sei mais o que fazer. Já falei mil vezes com ele, já castiguei e nada adianta”. Essa é a linguagem usual da maioria dos pais, quando se queixam de algum comportamento do filho, criança ou adolescente. A forma de ensinar algo a alguém, principalmente às crianças, o método adotado podem comprometer o aprendizado e, algumas vezes, o resultado pode ser exatamente o contrário do esperado.
Dois métodos são desastrosos para qualquer aprendizado: a repressão e a proteção. E é o que geralmente usamos. A repressão se caracteriza pelo uso da força: castigos, ameaças, violência física, gritos, críticas, humilhações. Essa postura leva o aprendiz a uma ação reativa, defensiva e teimosa. A proteção, em extremo oposto, se caracteriza por deixar que a conduta inadequada não tenha nenhuma conseqüência: digo sempre que, a mãe quando se queixa da desorganização do filho, provavelmente ela mesma acaba guardando os objetos deixados pela casa. Essa posição leva a criança à acomodação e reforça seu comportamento.
O melhor caminho é o uso de uma firmeza afetuosa. Mesmo com carinho, não aceitar o comportamento e exigir dele a reparação. E não ceder ao choro ou a outro tipo de manipulação. Que tal só permitir que ele vá fazer algo que gosta: ver TV, internet, brincar, após guardar seus objetos. Isso é o que chamamos de limite. Aprender a dar não para o filho, sem sentir pena ou culpa vai conduzi-lo, progressivamente, a ser responsável.


            

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