CRIANÇA: REFLEXO DOS PAIS
Todo comportamento é fruto de um
aprendizado. Ainda que se negue, o comportamento do filho é reflexo do processo
de ensino que foi dado ou que deixou de ser dado pelos pais ou por quem a
esteja educando.
Temos que observar e não confundir crianças hiperativas com crianças
bagunceiras, ou seja, crianças que tem um mau comportamento, apesar de que a
hiperatividade em crianças é um assunto bastante abordado hoje em dia, ainda
tem pessoas que se confunde e usa o termo com exageros e há uma diferença entre
as crianças que são hiperativas com as crianças que possui mau
comportamento. Por exemplo, a criança que possui mau comportamento, ou seja,
que é uma criança bagunceira é uma criança levada, desobediente, são crianças
que gostam de brincar muito e gostam de fazer bagunça, o que na verdade é muito
normal em crianças, já a criança hiperativa é inquieta desde bebê, ela se movimenta o dia
todo e ninguém consegue impedir.
Acredito que se perguntarmos à qualquer
mãe que tenha filhos bagunceiros se já tentou ensinar organização, ela
responderá enfaticamente: -“Já não sei mais o que fazer. Já falei mil vezes com
ele, já castiguei e nada adianta”. Essa é a linguagem usual da maioria dos
pais, quando se queixam de algum comportamento do filho, criança ou
adolescente. A forma de ensinar algo a alguém, principalmente às crianças, o
método adotado podem comprometer o aprendizado e, algumas vezes, o resultado
pode ser exatamente o contrário do esperado.
Dois métodos são desastrosos para
qualquer aprendizado: a repressão e a proteção. E é o que geralmente usamos. A
repressão se caracteriza pelo uso da força: castigos, ameaças, violência
física, gritos, críticas, humilhações. Essa postura leva o aprendiz a uma ação
reativa, defensiva e teimosa. A proteção, em extremo oposto, se caracteriza por
deixar que a conduta inadequada não tenha nenhuma conseqüência: digo sempre
que, a mãe quando se queixa da desorganização do filho, provavelmente ela mesma
acaba guardando os objetos deixados pela casa. Essa posição leva a criança à
acomodação e reforça seu comportamento.
O melhor caminho é o uso de uma firmeza
afetuosa. Mesmo com carinho, não aceitar o comportamento e exigir dele a
reparação. E não ceder ao choro ou a outro tipo de manipulação. Que tal só
permitir que ele vá fazer algo que gosta: ver TV, internet, brincar, após
guardar seus objetos. Isso é o que chamamos de limite. Aprender
a dar não para o filho, sem sentir pena ou culpa vai conduzi-lo,
progressivamente, a ser responsável.

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