terça-feira, 20 de novembro de 2012

Homossexualidade na adolescência CORRIGIDA E ATUALIZADA




                     Homossexualidade na adolescência

                           



Acredita-se que 10% da população seja homossexual e que cerca de 37%  já teve pelo menos uma experiência – e chegou ao orgasmo – com um parceiro do mesmo sexo antes de se definir sexualmente. Esses são dados do maior levantamento sobre sexualidade feito até hoje, o relatório Kinsey, realizado nas décadas de 40 e 50. A estatística, embora antiga, continua confiável.

Na adolescência acontece muito a homossexualidade entre garotas e garotos.

Kinsey já foi constantemente criticado por simplesmente dizer que a homossexualidade no período de puberdade entre os jovens é normal pelo fato de fazer parte do descobrimento do corpo e da excitação. Alguns estudos realizados em diversos países, de forma independente, mostram que é frequente que adolescentes tenham alguma relação sexual com o amigo do mesmo sexo, como masturbação coletiva, beijo e até mesmo penetração, seja pelo próprio pênis, quando é feito entre garotos, ou dedos e objetos quando referente a garotas. O grande problema é que já estamos no pleno século 21 e dificilmente isto é abordado nas escolas, pelo menos aqui no Brasil - as instituições estaduais e municipais de ensino mal fornecem a educação básica para os seus alunos, imaginem abordar a sexualidade. Muito se fala em doenças sexualmente transmissíveis e as infinitas formas de evitar a gravidez, mas é muito raro que se falem da masturbação e da homossexualidade.

E hoje vemos muitos adolescentes assumindo essa fase publicamente.

 Na adolescência os sentimentos podem estar confusos e a admiração que se tem por colegas do mesmo sexo pode se confundir com atração física. A adolescência constitui um período de dúvidas em que o processo de firmar uma identidade envolve inúmeros conflitos: desde a despedida da infância, passando pela descoberta das mudanças do corpo e da dimensão emocional, até a escolha do caminho para a vida adulta, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo.

Geralmente quando atingem a uma maturidade maior, as meninas voltam-se enfaticamente para a heterossexualidade. Também começam a testar os efeitos das suas modificações físicas, procurando chamar a atenção masculina. De qualquer forma, tanto a homossexualidade social quanto a física, nos adolescentes, faz parte do processo de descoberta e amadurecimento sexual. São apenas estágios do desenvolvimento sexual. Para alguns indivíduos essa fase é importante para definir que tipos de relacionamento sexual vão preferir no futuro. Várias pessoas têm nojo do que fizeram neste período da vida, apesar de que não deveriam ter vergonha e muito menos nojo. Foi um acontecimento que fez parte da puberdade.

Podemos encontrar adolescentes homossexuais que nunca tiveram experiência sexual.

A relação homossexual masculina genital anal é traumática e isso aumenta a probabilidade de doenças sexualmente transmissíveis. O índice de DST/AIDS é maior entre gays do que na população geral e, entre as lésbicas, é menor. A homossexualidade feminina é menos diagnosticada em atendimento médico e menos visível socialmente. As relações sexuais entre mulheres em geral não são traumáticas e não aumentam o risco de doenças sexualmente transmissíveis.

Os jovens que passam por isso, e que não devem ser condenados pelos pais, acham que são de outro planeta ou até mesmo que cometeram alguma coisa bárbara contra si mesmo e muitas das vezes se isolam,formando um sentimento de erro ou culpa. Pais conversem com seus filhos, se perceber que eles estão assim invente ou conte uma história de um amigo(a) que descobriu sobre o filho(a), seja bem humorado, e explique que isso pode ser uma fase e que a maioria dos adolescentes passa por isso. Converse como se fosse um conselho que você deu a esse amigo (a), para que seu filho (a) não fique constrangido. Seu filho (a) sentirá mais aliviado e mais feliz por saber que isso não acontece só com ele. É uma fase que pode acontecer em todas as famílias.
 
 

 
Você sabia? 1/3 dos casos de suicídio entre adolescentes está ligado ao conflito de identidade sexual.

  

Emocionalmente, somos bissexuais. Temos a capacidade de amar em igual intensidade homens e mulheres

 

E só para ressaltar que ser homossexual não é considerado uma doença, tanto que homossexualidade era descrita como homossexualismo, e como o sufixo "ismo" serve para designar uma doença, o termo foi retirado em 1973 pela Associação Americana de Psiquiatria e em 1975 pela Associação de Psicologia. Com isso, o termo homossexualismo caiu em desuso.

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