Homossexualidade na adolescência
Acredita-se que 10% da população seja homossexual e que cerca de
37% já teve pelo menos uma experiência –
e chegou ao orgasmo – com um parceiro do mesmo sexo antes de se definir
sexualmente. Esses são dados do maior levantamento sobre sexualidade feito até
hoje, o relatório Kinsey, realizado nas décadas de 40 e 50. A estatística,
embora antiga, continua confiável.
Na adolescência acontece muito a homossexualidade entre garotas e
garotos.
Kinsey já foi constantemente criticado por simplesmente dizer que a
homossexualidade no período de puberdade entre os jovens é normal pelo fato de
fazer parte do descobrimento do corpo e da excitação. Alguns estudos realizados
em diversos países, de forma independente, mostram que é frequente que
adolescentes tenham alguma relação sexual com o amigo do mesmo sexo, como
masturbação coletiva, beijo e até mesmo penetração, seja pelo próprio pênis,
quando é feito entre garotos, ou dedos e objetos quando referente a garotas. O
grande problema é que já estamos no pleno século 21 e dificilmente isto é
abordado nas escolas, pelo menos aqui no Brasil - as instituições estaduais e
municipais de ensino mal fornecem a educação básica para os seus alunos,
imaginem abordar a sexualidade. Muito se fala em doenças sexualmente
transmissíveis e as infinitas formas de evitar a gravidez, mas é muito raro que
se falem da masturbação e da homossexualidade.
E hoje vemos muitos adolescentes assumindo essa fase publicamente.
Na adolescência os
sentimentos podem estar confusos e a admiração que se tem por colegas do mesmo
sexo pode se confundir com atração física. A adolescência constitui um período
de dúvidas em que o processo de firmar uma identidade envolve inúmeros
conflitos: desde a despedida da infância, passando pela descoberta das mudanças
do corpo e da dimensão emocional, até a escolha do caminho para a vida adulta,
tudo isso acontecendo ao mesmo tempo.
Geralmente quando atingem a
uma maturidade maior, as meninas voltam-se enfaticamente para a heterossexualidade.
Também começam a testar os efeitos das suas modificações físicas, procurando
chamar a atenção masculina. De qualquer forma, tanto a homossexualidade social
quanto a física, nos adolescentes, faz parte do processo de descoberta e
amadurecimento sexual. São apenas estágios do desenvolvimento sexual. Para
alguns indivíduos essa fase é importante para definir que tipos de
relacionamento sexual vão preferir no futuro. Várias pessoas têm nojo do que fizeram neste período da
vida, apesar de que não deveriam ter vergonha e muito menos nojo. Foi um
acontecimento que fez parte da puberdade.
Podemos encontrar
adolescentes homossexuais que nunca tiveram experiência sexual.
A relação homossexual
masculina genital anal é traumática e isso aumenta a probabilidade de doenças
sexualmente transmissíveis. O índice de DST/AIDS é maior entre gays do que na
população geral e, entre as lésbicas, é menor. A homossexualidade feminina é
menos diagnosticada em atendimento médico e menos visível socialmente. As
relações sexuais entre mulheres em geral não são traumáticas e não aumentam o
risco de doenças sexualmente transmissíveis.
Os jovens que passam por isso, e que não devem ser condenados
pelos pais, acham que são de outro planeta ou até mesmo que cometeram alguma
coisa bárbara contra si mesmo e muitas das vezes se isolam,formando um
sentimento de erro ou culpa. Pais conversem com seus filhos, se perceber que
eles estão assim invente ou conte uma história de um amigo(a) que descobriu
sobre o filho(a), seja bem humorado, e explique que isso pode ser uma fase e
que a maioria dos adolescentes passa por isso. Converse como se fosse um
conselho que você deu a esse amigo (a), para que seu filho (a) não fique
constrangido. Seu filho (a) sentirá mais aliviado e mais feliz por saber que isso
não acontece só com ele. É uma fase que pode acontecer em todas as famílias.
Emocionalmente, somos bissexuais. Temos a
capacidade de amar em igual intensidade homens e mulheres
E só para ressaltar que ser homossexual não é
considerado uma doença, tanto que homossexualidade era descrita como
homossexualismo, e como o sufixo "ismo" serve para designar uma
doença, o termo foi retirado em 1973 pela Associação Americana de Psiquiatria e
em 1975 pela Associação de Psicologia. Com isso, o termo homossexualismo caiu
em desuso.



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