terça-feira, 21 de agosto de 2012

HIV o índice da doença aumenta entre os adolescentes!

HIV ENTRE ADOLESCENTES






A AIDS que tanto assustou e matou a geração sexualmente ativa nos anos 80 e 90 parece ser coisa do passado. Mas não é. Segundo pesquisa realizada pelo ministério da saúde os jovens são os que mais contraem a AIDS nessa nova geração.

O desejo de experimentar tudo a sua volta e a crença de que estão imunes aos riscos têm custado caro aos adolescentes. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2009 quase 12 mil adolescentes entre 13 e 19 anos contraíram a doença. A média de novos jovens infectados no País, a cada ano, é de 661, sem falar naqueles que ainda não sabem. O problema não é exclusivo do Brasil. Estudos de vários países demonstram a crescente ocorrência de AIDS entre os adolescentes, sendo que as taxas de novas infecções, atualmente, são maiores entre a população jovem. Considerando que a maioria dos doentes está na faixa dos 20 anos, conclui-se que grande parte das infecções aconteceu no período da adolescência, uma vez que a doença pode ficar por longo tempo assintomático. E também tem Os “herdeiros”, são os bebês nascidos soropositivos. Eles cresceram. São jovens e adolescentes no início da vida sexual, passíveis dos mesmos erros dos demais de sua geração: não usar preservativos durante o sexo e, silenciosamente, espalhar o vírus, que não tem cura e pode ser fatal.

Meninas estão na liderança.

As meninas são atualmente uma preocupação à parte para o Ministério da Saúde.

São 10 meninas infectadas para cada 8 meninos .

A situação envolvendo adolescentes e pré-adolescentes é tão preocupante que a campanha nacional de prevenção foi realizada, com foco nos adolescentes. No Carnaval o, alvo foram as meninas. A incidência entre elas está crescendo de maneira preocupante. Segundo Santos, coordenador do Programa Estadual de DST/AIDS revela que muitas não usam preservativo na primeira relação e já se infectam. ''Há casos em que isto acontece na pré-adolescência, até a AIDS se manifestar, segue infectando outras pessoas, isso vem aumentando. em todas as classes sociais

Na porta de uma escola de Belo Horizonte, os jovens confirmam que têm muito acesso à informação sobre a AIDS, mas confessam que, quando um relacionamento começa a ficar sério, o preservativo é deixado de lado. Entre os meninos, quando questionados se usam a camisinha em todas as relações, eles riem e dizem que “de vez em quando não”.     Muitas vezes, nas classes mais carentes, o contágio vem da desinformação. Entre as mais abastadas é o excesso de confiança no namorado, na relação. O preservativo é negociado, quando não deveria. Para o HIV, o preservativo é 100% de proteção, as classes A e B não acreditam que haja HIV circulando entre eles. Confiam demais. É um erro.

, As famílias mais ativas, mais participativas, em que o tema sexo é conversado com mais liberdade, a consciência é maior. As meninas dizem, na frente das mães, que usam camisinha sempre, com firmeza. Quando não tem bloqueio na conversa, facilita a boa conduta dos jovens. Já entre as classes C e D há muito desconhecimento, falhas.

E a geração que já nasceu portadora do HIV, essas crianças cresceram,

 têm entre 16 e 18 anos e estão iniciando sua vida sexual.

Como jovens, às vezes usam camisinha, às vezes não. Às vezes contam para o parceiro, às vezes não. Varia muito, o que é preocupante. Muitas perderam a mãe para a AIDS, são criadas por outras pessoas, talvez isso prejudique as conversas sobre a vida sexual, a conscientização diz Yara Lúcia Furtado de Melo, especialista em patologia cervical e vulvar do Instituto de Ginecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 As meninas têm que ter medo do HIV. É mais fácil impedir a contaminação da doença do que conviver com o vírus depois. Os meninos vão ter a primeira relação sexual, a menina é virgem e aí acreditam que está tudo bem. Pode não estar.

 Os Jovens se preocupam mais com gravidez e esquecem-se das doenças.

Muitas vezes, a não utilização dos preservativos está relacionada ao abuso de álcool e outras drogas, os quais favorecem a prática do sexo inseguro. Outras vezes os jovens não usam o preservativo em "namoros firmes", justificando que seu uso pode gerar desconfiança em relação à fidelidade do casal. Apesar de que, no mundo hoje, o uso de preservativo nas relações poderia significar uma prova de amor e proteção para com o outro. Observa-se também que muitas jovens abrem mão do preservativo por medo de serem abandonadas ou maltratadas por seus parceiros. Por outro lado, o fato de estar apaixonado faz com que o jovem crie uma imagem falsa de segurança, negando os riscos inerentes ao não uso do preservativo.

Outro fator importante a ser levado em consideração é o grande apelo erótico emitido pelos meios de comunicação, freqüentemente direcionado ao adolescente. A televisão informa e forma opiniões, unificando padrões de comportamento, independente da tradição cultural, colocando o jovem frente a uma educação sexual informal que propaga o sexo como algo não planejado e comum, dizendo que "todo mundo faz sexo, mas ninguém adoece".

Minas Gerais ocupa a 17° posição no ranking brasileiro de infecção pela AIDS, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso significa que são 13 casos para cada 100 mil habitantes. Em 1° lugar está o Rio Grande do Sul, com 41,2 casos para cada 100 mil habitantes, e em último está o Acre, com 8,4 casos para cada 100 mil moradores.

A um projeto de colocar dispensadores em todos os centros e, assim, permitir que qualquer pessoa se beneficie independente de onde mora.

Os dispensadores devem ficar nas salas de espera ou nos corredores. As pessoas que precisarem do preservativo vão ter apenas que entrar no posto e puxá-lo do dispensador, sem se identificar ou ter a quantidade restrita. As pessoas, inclusive meninos e meninas, têm vergonha de entrar no posto e pedir a camisinha. Isso porque às vezes têm conhecidos ali e eles acham que estão se expondo de alguma forma.

Os jovens precisam muito mais do que fatos sobre sexo, eles precisam questionar, desenvolver a capacidade de tomar decisões, comunicá-las aos outros, lidar com os conflitos e defender as suas opiniões, mesmo que essas sejam contrárias às opiniões dos outros.

Por fim, o comportamento do adolescente é muito influenciado pela família, amigos, professores e principalmente pela mídia. Estes podem desempenhar um papel fundamental, e devem atuar aumentando a conscientização sobre as práticas que afetam a saúde do adolescente, como o abuso de drogas e de álcool e a prática do sexo inseguro. Jovens felizes são jovens conscientes.

   




Nenhum comentário:

Postar um comentário